É de manhã. O silêncio é arrepiante, a maquilhagem está esborratada de todas as lágrimas que ontem escorreram. Apenas te observo, enquanto ainda dormes em pleno cenário de guerra, calmamente dormes. Ontem foi uma guerra, onde se bombardearam palavras sem pensar, ameaças sem as sentirmos. Onde por parvoíce atacamos aquilo que mais gostamos em todo o mundo, mas esquecer e seguir em frente é o que quero.
Acordas, e apenas peço-te que me abraces, a voz sai tremida, tento controlar as lágrimas, apenas quero te ter a meu lado, sentir o teu abraço e recompor tudo outra vez. No ínicio tudo parece óptimo, o díficil depois é continuar assim. E sim, certas vezes os animos exaltam-se, as palavras saem sem querer, e o arrependimento que vem a seguir quase que parece matar, mas se sentir o teu abraço, ouvir a tua voz, tudo é melhor, e é apenas o que preciso, pois aqui serás sempre tu a ganhar, mesmo que eu tenha razão. Eu só quero ser feliz ao teu lado, é tudo o que mais quero. Dás-me esse privilégio? Posso ser tua para sempre?
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